... meus pés doem até agora.
segunda-feira, 28 de março de 2011
domingo, 27 de março de 2011
Quanto custa?
Qual seria o valor mensurável que um amor não correspondido pode assumir?
Aliás, ele pode sequer ser mensurado?
Não há dúvidas de que em todos os relacionamentos, há sempre o mais e o menos: o mais grudento, o menos atento, o mais romântico, o menos apaixonado, o mais liberal, o menos intenso...
É normal.
O anormal é esperar que esse século seja igual ao das gerações passadas onde passar o resto da vida com uma única pessoa era um processo natural e valorizado.
É realmente lastimável pensar que certos costumes mudaram com tanta agressividade e proporção. Os jovens dos anos 90 ainda ouviam Joy Division, enquanto os de hoje só pensam em Restart. E cada vez piora...
Organizando as idéias hoje mais cedo na companhia de uma grande amiga, cheguei à conclusão que de fato há uma semente plantada há um tempo em mim que me faz sempre voltar à estaca zero. Não é nada consciente, racional.
Coisas do coração não podem ser comandadas pelo cérebro. Essa é a primeira lógica do modus operandi amoroso.
Para os que não gostam desse assunto clichê, como eu mesma, só tenho que me desculpar. Mas precisava exorcizar isso, escrevendo um pouco do tanto de coisa que tenho guardada. É bom compartilhar, ouvir outros pensamentos. Nos faz sentir menos malucos por fixar alguma idéia vulnerável e complexa.
Mantenho a crença de que um texto mal escrito sobre o amor pode tranquilamente ser usado com a mesma finalidade do papel higiênico. Só me resta esperar que esse aqui não renda muitos metros de folha dupla.
É para sempre
- Mas que diabo de barulho é esse? - suas ceroulas rosnavam. Apesar das janelas fechadas, o silêncio do quarto era quebrado por uma constante singularidade musical. - Eeeei! Estou tentando ter um pouco de paz aqui - gritou rua afora. Deserta. Nenhum som por mais remoto que fosse anunciava o distúrbio que ele procurava - Não é possível! Ninguém pode mais dormir até tarde?
A rua continuava calada e as casas vizinhas aparentemente tranquilas. Definitivamente não estava vindo de fora. Mas como o barulho estaria vindo de dentro, se há algum tempo ele havia conseguido se libertar das amarras da mãe morando sozinho? "Melhor verificar o resto da casa antes que eu fique paranóico", pensou saindo do quarto. O borburinho aumentava gradualmente a medida que ele se aproximava da escada. "Bom, é lá embaixo. E agora?"
Sala: (x) vazia
Escritório caustrofóbico mal reformado: (x) vazio
Banheiro sem fins higiênicos úteis: (x) vazio
Cozinha e último aposento não visitado ainda: ( ) vazia (x) porta fechada
De fato, agora sim era possível perceber que o barulho destruidor da paz caseira advinha da cozinha. A curiosidade para saber o que ou quem produzia tal pertubação quase se igualava com o medo de encontrar um ladrão nos trajes em que tinha acordado. Preferiu agir como um verdadeiro macho destemido, que paga as contas e não precisa mais da mãe para aprovar suas namoradas e abrir a porta com cautela para pegar o tal gatuno em flagrante. A cena que viu desmontou sua pose de herói.
- Mãããããe! O que você está fazendo aqui essa hora??
- Bom dia, meu tutu. A porta estava destrancada, então entrei. Quando você vai aprender que tem que passar a chave nela, tutu?
- Mãe, não me chama assim. Já estou grande. Que barulho é esse?
- Eu vim fazer suco para você tomar agora de manhã. Aliás, já não está tarde demais para você tomar café?
- Maldito liquidificador.
A falta de acetona
Sim, ela faltou e o que sobrou foi o esmalte pela metade na minha unha por quase uma semana. Verde florescente, a cor do verão passado. Parece ser uma tarefa tão simples, pelo menos aqui em Brasília - onde toda quadra tem uma comercial, que por sua vez tem uma farmácia ou uma loja de cosmético -, mas acredite, sair da zona de conforto em um domingo à tarde, quando se descobre que a acetona acabou, para ir procurar pela comercial não é tão fácil assim.
Já posso dizer agora que sei qual é um dos motivos pelos quais várias meninas não gostam de pintar as unhas. E manicure? Preguiça dela também.
Piii
Informativo
Para aqueles que até hoje não entenderam o motivo e o sentido dos meus textos abaixo desse que vos escrevo agora, Bem-Vindos. Nem eu sei porque, cargas d'águas, começo a pensar nesses temas alucinógenos e os coloco aqui. E agora, depois de alguns meses de blog abandonado, estou mudando o estilo das postagens, mantendo os textos impessoais e de cunho fictício, e criando agora alguns com notas mentais e banalidades do dia-a-dia.
Primeira nota mental: terminar urgentemente de editar os outros textos. Joaquim está quase parando de falar comigo por causa do meu descaso.