sábado, 2 de abril de 2011
terça-feira, 29 de março de 2011
Pintar = fortuna
4:05 da tarde. Sala cheia de pessoas que almejam seguir na corrente brasiliense dos concursos, mas que se encontrava parcialmente vazia devido ao intervalo de 20 minutos dado aos estudantes para fazer o que bem entenderem do lado de fora. Tudo no âmbito da legalidade, claro.
Duas cadeiras à frente, a seguinte conversa (produtiva):
- Olá, tudo bom? Deixa eu te perguntar: onde foi que você fez essas luzes ? Ficou bem natural. Tá lindo.
- Ah, oi. Então, blábláblá...
O papo que se seguiu deve ter sido executado na faixa de uns 5 minutos aproximadamente, mas eu já não prestava atenção. Essa foi a última frase, a que fez meu cérebro reagir à conversa novamente, a que me fez escrever sobre isso, a que me fez ouvir claramente ela dizendo:
- Eu vou te dar o número dele. Ele é ótimo, fica lá no Lago Sul. Da última vez, eu paguei um pouco caro, mas valeu muito a pena. Ficou 500 REAIS só para cortar! - exclamou aquele esteriótipo ambulante perfeito e fútil de garota baywatch com suas luzes naturais.
Notas do autor:
* Essa estória é baseada totalmente em fatos verídicos e no desabafo excremental dessa que vos escreve e paga, no máximo, 25 reais para cortar a juba rebelde.
** Juro isso sob o juramento dos escoteiros que não vão à manicure.
segunda-feira, 28 de março de 2011
domingo, 27 de março de 2011
Quanto custa?
Qual seria o valor mensurável que um amor não correspondido pode assumir?
Aliás, ele pode sequer ser mensurado?
Não há dúvidas de que em todos os relacionamentos, há sempre o mais e o menos: o mais grudento, o menos atento, o mais romântico, o menos apaixonado, o mais liberal, o menos intenso...
É normal.
O anormal é esperar que esse século seja igual ao das gerações passadas onde passar o resto da vida com uma única pessoa era um processo natural e valorizado.
É realmente lastimável pensar que certos costumes mudaram com tanta agressividade e proporção. Os jovens dos anos 90 ainda ouviam Joy Division, enquanto os de hoje só pensam em Restart. E cada vez piora...
Organizando as idéias hoje mais cedo na companhia de uma grande amiga, cheguei à conclusão que de fato há uma semente plantada há um tempo em mim que me faz sempre voltar à estaca zero. Não é nada consciente, racional.
Coisas do coração não podem ser comandadas pelo cérebro. Essa é a primeira lógica do modus operandi amoroso.
Para os que não gostam desse assunto clichê, como eu mesma, só tenho que me desculpar. Mas precisava exorcizar isso, escrevendo um pouco do tanto de coisa que tenho guardada. É bom compartilhar, ouvir outros pensamentos. Nos faz sentir menos malucos por fixar alguma idéia vulnerável e complexa.
Mantenho a crença de que um texto mal escrito sobre o amor pode tranquilamente ser usado com a mesma finalidade do papel higiênico. Só me resta esperar que esse aqui não renda muitos metros de folha dupla.
É para sempre
- Mas que diabo de barulho é esse? - suas ceroulas rosnavam. Apesar das janelas fechadas, o silêncio do quarto era quebrado por uma constante singularidade musical. - Eeeei! Estou tentando ter um pouco de paz aqui - gritou rua afora. Deserta. Nenhum som por mais remoto que fosse anunciava o distúrbio que ele procurava - Não é possível! Ninguém pode mais dormir até tarde?
A rua continuava calada e as casas vizinhas aparentemente tranquilas. Definitivamente não estava vindo de fora. Mas como o barulho estaria vindo de dentro, se há algum tempo ele havia conseguido se libertar das amarras da mãe morando sozinho? "Melhor verificar o resto da casa antes que eu fique paranóico", pensou saindo do quarto. O borburinho aumentava gradualmente a medida que ele se aproximava da escada. "Bom, é lá embaixo. E agora?"
Sala: (x) vazia
Escritório caustrofóbico mal reformado: (x) vazio
Banheiro sem fins higiênicos úteis: (x) vazio
Cozinha e último aposento não visitado ainda: ( ) vazia (x) porta fechada
De fato, agora sim era possível perceber que o barulho destruidor da paz caseira advinha da cozinha. A curiosidade para saber o que ou quem produzia tal pertubação quase se igualava com o medo de encontrar um ladrão nos trajes em que tinha acordado. Preferiu agir como um verdadeiro macho destemido, que paga as contas e não precisa mais da mãe para aprovar suas namoradas e abrir a porta com cautela para pegar o tal gatuno em flagrante. A cena que viu desmontou sua pose de herói.
- Mãããããe! O que você está fazendo aqui essa hora??
- Bom dia, meu tutu. A porta estava destrancada, então entrei. Quando você vai aprender que tem que passar a chave nela, tutu?
- Mãe, não me chama assim. Já estou grande. Que barulho é esse?
- Eu vim fazer suco para você tomar agora de manhã. Aliás, já não está tarde demais para você tomar café?
- Maldito liquidificador.
A falta de acetona
Sim, ela faltou e o que sobrou foi o esmalte pela metade na minha unha por quase uma semana. Verde florescente, a cor do verão passado. Parece ser uma tarefa tão simples, pelo menos aqui em Brasília - onde toda quadra tem uma comercial, que por sua vez tem uma farmácia ou uma loja de cosmético -, mas acredite, sair da zona de conforto em um domingo à tarde, quando se descobre que a acetona acabou, para ir procurar pela comercial não é tão fácil assim.
Já posso dizer agora que sei qual é um dos motivos pelos quais várias meninas não gostam de pintar as unhas. E manicure? Preguiça dela também.